Um novo produto foi lançado no mercado e promete revolucionar os costumes, diz a manchete: - um tapete para o gato lixar as unhas! O objeto é prático e pode ser pago em até quatro vezes, completava a notícia. Eu mesmo vi a foto do produto revolucionário. Parece um tapete convencional com uma inclinação no centro. Pode ser adquirido junto com o tapete um brinquedinho para desestressar o bichano... Trata-se de uma pluminha que balança com o vento e os pulos do gato. A pluminha agitada convida o bicho para uma brincadeira. Quem inventou o "treco" conhece bem a natureza dos gatos e das pessoas. Sabe que os gatos gostam de brincar e arranhar os sofás com as unhas. Sabe também que as pessoas gostam de preencher certos espaços vazios no coração...
Em dias assim, não consigo escrever. Meu corpo está desequilibrado pelo peso da cabeça. Em cada passo que dou sinto deslocar uma placa tectônica. Não estou inspirado, a menos que desânimo seja inspiração. Vejo a montanha, a mesma que vi centenas de vezes, e a considero imensamente sem graça. Ela nada me diz de sua oculta beleza Revela apenas, uma fumaça que, de certo, brota da queimada de suas encostas. O céu, descumpre seu papel e também não me inspira. Não vejo nele uma única nuvem suspensa. Está azul. Só isso! É um azul "monotônico" que também nada me diz. O mundo, que me rodeia, está ruidoso demais! Motores roncam por toda parte, pessoas falam alto e meu ouvido grita por silêncio. Vou-me embora pra passárgada, ou melhor, não vou a lugar nenhum. Fico por aqui mesmo, até passar o efeito do remédio contra dor de cabeça. Hoje o "privilégio" é meu. E daí? Sou um vivente carente que respira e tem o direito "sagrado" de adoecer. Penso, logo tenho cabeça. E é por isso que ela dói... Ô vida!
"Depois que a chuva passar não precisa fechar as janelas". A expressão veio de Dona Maria Rezende, ao reclamar na Rádio Santa Cruz, das condições do ônibus que transporta os passageiros até Aparição, uma das comunidades rurais de Pará de Minas. Em sua crônica "Carta a um amigo petista", publicada no Jornal Estado de Minas (10/06/10), Frei Beto compara o Partido dos trabalhadores ao profeta Jonas. "... o seu partido com o risco de ser definitivamente tragado, como Jonas, pela baleia... sem a sorte de sair vivo do outro lado..."
" O caso foi muito sério. Ela caiu feito um patinho. Recebeu proposta de amor e acabou na rua da amargura. Ele, de forma adocicada, chegou de mansinho e, como quem não quer nada, foi ganhando terreno no coração da moça. Ela, que nunca ligou para conquistadores e até pensou que jamais amaria alguém na vida, acabou sendo encantada. Quando menos percebeu já estava na casa dele cuidando de suas roupas e dos seus filhos com a primeira esposa." A introdução acima poderia servir de início para uma bela ficção...
O Evangelho é muito claro. Jesus ia para uma pequena aldeia da Galiléia, chamada Naim. O lugar deveria ser muito insignificante dado que não aparece nenhuma vez no Primeiro Testamento. Por duas vezes, o Evangelho fala de "grandes multidões". Uma "grande multidão" acompanhava Jesus e a outra acompanhava uma pobre viúva no auge de seu desespero...
Senhor, Tome conta de mim! Como qualquer ser humano, também preciso de vosso amparo e proteção. Diante de tantas encruzilhadas, corro o risco de tomar o caminho errado. Espantai, Senhor, os fantasmas de minha vida...
Senhor, Hoje completo mais um ano de vida. Sei que a vida é um dom, pelo qual, vos agradeço. Mas, devo confessar que sonho com o dia, de nosso encontro definitivo, quando então, o verei face a face no céu. Senhor, minha vida vos pertence e longe de vós, nada faz sentido...
Sempre procurei andar antenado com meu tempo. Mas, como está difícil a adoção de certas novidades. Olhe que não estou falando de celular ou TV digital. Nada disso. Ainda sinto falta daquele fogão que tinha "orelhas". Como era bom! A gente tinha um lugar para descansar a colher após mexer a comida. Depois do almoço era só deslocar as abas do fogão e lavá-las ao tanque. Falando dessas "antiguidades" acabo confessando que estou ficando velho. E daí? Quem puder que atire a primeira pedra...